STF mantem Renan Presidente do Senado a um preço muito alto

8 Dec 2016

Decisão do STF, tomada ontem 07 de dezembro, de manter Renan Calheiros como presidente do senado, mesmo ele sendo réu e estando na linha sucessória da presidência da república, demonstra que a baderna institucional e moral se alastrou para todos quatro cantos do país.

 

Aparentemente a intenção foi das melhores, mas o resultado na entrelinha coloca a Suprema Corte Nacional no mesmo patamar dos outros dois poderes, executivo e legislativo, capazes de dar um jeitinho aqui e fazer um remendinho ali.

 

Que o Brasil precisa de estabilidade política para ter condições de combater a crise econômica, isso é óbvio e foi em busca disso de o STF fez o tal “remendo”.

 

A saída de Renan Calheiros da presidência do Senado e a consequente ascensão do petista Jorge Viana colocaria em dúvidas as votações e o andamento das medidas de combate à crise. Aparentemente foi isso que o STF tentou evitar fazendo com que a regra fosse “mais ou menos” cumprida mantendo um sucessor natural do presidente da república impedido de sucedê-lo no cargo de sucessão. Difícil de entender, porque o remendo é muito grande, mas é isso mesmo.

 

A emenda parece ter saído pior que o soneto, pois a alcunha de “última instância inviolável” caiu por terra com a impressão dada, de que nem ao STF se pode recorrer em busca de pareceres isentos, pois até lá existe o jeitinho brasileiro.

 

Depois de tamanho sacrifício espera-se que Renan Calheiros e o Senado façam valer apena o suicídio parcial do STF, dando celeridade à Pauta Brasil para solidificar as medidas de combate a crise antes que os efeitos da delação Odebrecht comessem a ser sentidos, porque a partir daí tudo para novamente no Brasil.

Please reload

Últimas Publicações

Vereador Alceu Gomes vai ter que deixar de ser "o bom moço para todo mundo" logo logo e desenhar seu futuro político

21.02.2020

1/30
Please reload