• Carlos Guglielmeli

Desarticulado, Caiado não emplaca candidatos nas principais cidades de Goiás, incluindo Valparaíso


Foto de José Cruz / Agência Brasil

Assim como em Valparaíso de Goiás, o governador Ronaldo Caiado não terá palanques do seu próprio partido, o DEM, nas eleições municipais deste ano em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, as maiores cidades do estado.


Com um governo avaliado no máximo como regular, Caiado e o DEM não conseguiram atrair nomes politicamente competitivos e em determinadas regiões, seu 'coadjuvantismo' deve colocá-lo numa 'sinuca de bico', a exemplo do que ocorre em Valparaíso.


No município, distante 36Km de Brasília, o partido do governador sequer tem candidatos à vereador, sabidos publicamente, e nesse cenário, ruim por si só, seu suporte já foi rifado algumas vezes.


Primeiro o DEM local dava como certo o apoio de Caiado ao forasteiro Paulo Roriz, depois para o pré-candidato Elvis Santos do SD, que é uma legenda da base caiadista, mais adiante passou a ser vinculado a quem tivesse mais chances num grupo de concorrentes alternativos, que têm o próprio Elvis, o Ferreira (PRTB), Maria Yvelônia (Republicanos) e Afrânio Pimentel (PP), porém recentemente um jornal da capital do estado, Goiânia, lançou a possibilidade do democrata apoiar a reeleição de Pábio Mossoró.


O primeiro problema de Ronaldo Caiado é que Mossoró está filiado ao MDB, partido do ex deputado federal Daniel Vilela, provavelmente seu principal adversário nas eleições 2022.


Na sequência, o governador avaliou por meio de estudos encomendados internamente, que quem está antagonizando a disputa com Pábio é Lêda Borges do PSDB, legenda partidária que, até então, demonstra mais interesse em sua reestruturação do que na próxima disputa pelo governo estadual, mas é liderado pelo desafeto quase patológico, Marconi Perillo.


Nessa 'sinuca de bico', Caiado tem três opções em Valparaíso: Combinar com Pábio Mossoró sua ida para o DEM após as eleições, apoiar a reeleição do prefeito 'na tora', sem querer saber que ele poderá ajudar seu verdadeiro rival em 2022, pensando apenas em Marconi, ou até mesmo se abster, anulando o seu apoio pensando apenas no pleito particular daqui a dois anos, arriscando que a aliada do inimigo peessedebista, Lêda Borges, protagonize essa eleição, mas mantendo aberto possibilidades de apoios futuros.

Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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