• Carlos Guglielmeli

Beber água quente, gargarejar com enxaguante bucal, clima tropical, nada disso freou a "gripezinha"



Graças à teimosia em não levar a sério o que de fato se comprovou muito sério, o Brasil ultrapassou neste sábado a marca de 71 mil mortes causadas pela "gripezinha" do presidente Jair Bolsonaro.


No começo da pandemia do novo coronavírus, o bolsonarismo pregou um caminhão de asneiras que foram se deteriorando ao passo que famílias eram destruídas.


Primeiro eles diziam que a pandemia não teria a mesma gravidade no Brasil, comparada à vivida na Europa, por causa do clima tropical, prevendo cerca de 800 mortes . Ao mesmo tempo argumentavam que a situação no velho continente tinha tons dramáticos em consequência da faixa etária da sua população.


Beber água quente, gargarejar com enxaguante bucal após ter contato com alguém suspeito de estar contaminado, tomar banho de sol duas horas por dia, comer bastante ovos na busca da albumina e roteiros mirabolantes da atuação da Cloroquina e da Azitromicina no combate contra o coronavírus eram algumas das receitas dos alienados que além de debochar do resto do planeta, teimam em defender o indefensável.


A verdade comprovada é que muito além do Covid-19, foi justamente essa negação que matou boa parte dos 71 mil brasileiros enterrados prematuramente, vários em valas comuns, sem nenhuma dignidade.


Uma das provas de que boa parte dessas mortes são responsabilidades do bolsonarismo é o fato de que no topo do Ranking mundial de mortes e contaminados estão os Estados Unidos e o próprio Brasil, exatamente as duas nações governadas pelos presidentes mais negacionistas, com as maiores manifestações de indiferença com o que se passa em meio à sociedade.


Exemplos da delinquência local pode ser vista em pré-candidatos a vereadores que em Valparaíso ainda sonham em ser eleitos na onda Bolsonarista, defendendo o que já está comprovado no meio dos eleitores ter sido a maior negligência da história brasileira.


Infelizmente a desculpa da necessidade de salvar a economia em detrimento das vidas de idosos e pessoas com comorbidades, dispensáveis segundo as exposições bolsonaristas, também está caindo por terra, assim como caiu o exemplo inicial utilizado pelos seguidores do presidente brasileiro, que davam Minas Gerais como exemplo.


No início da pandemia no Brasil, o estados das Minas Gerais não adotou medidas de isolamento e tinha poucos casos. O governo de Romeo Zema era citado aos quatro cantos como justificativa, mas hoje vive momentos dramáticos.


A verdade alertada por tantos e tantos especialistas começa a surgir, com a economia nacional sendo mais prejudicada pelo tempo de duração e gravidade da pandemia do Covid-19 do que pelo isolamento social em si.


Essa marca de 71 mil mortes destruiu aquelas teses de que a violência matava mais, de que infarto matava mais, de que a desnutrição matava mais de que isso ou aquilo matava mais. Agora só restou para os "lunáticos" admitirem que erraram, o que não faram, ou manterem a estratégia atual de utilização de vendas e bloqueadores auriculares. O recado é: "Que eles sejam punidos nas urnas e fiquem marcados na pior página da história brasileira".

Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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