• Carlos Guglielmeli

Ainda longe do seu pico, "Gripezinha" de Bolsonaro passa a marca de 1.000 mortos em apenas 44 dias



Ainda distante do seu "pico" de contágio e com apenas 44 dias de existência no Brasil, a "gripezinha" do presidente Jair Bolsonaro, o novo coronavírus, bateu nesta sexta-feira santa (10) a marca de 1.000 mortes.


Com um mês e meio no país, o Covid-19 já contaminou mais de 16 mil pessoas e com uma letalidade crescente, já acima dos 5%, matou mais que a Dengue, o H1N1 e o sarampo em todo o ano de 2019.


E aparentemente tem muito mais à matar no Brasil.


Esses números alarmantes, não compreendidos apenas por Bolsonaro e seus seguidores, só não são piores devido às medidas de isolamento social impostas por governadores e prefeitos, medidas essas que estão perdendo força para a campanha contra feita pelo próprio Presidente da República.


Bolsonaro têm criticado as medidas de distanciamento social adotadas pelos estados e municípios para conter a "curva ascendente" de contágio, consideradas pelas entidades de saúde de todo o planeta como as únicas eficazes disponíveis no momento, e está vencendo.


A campanha bolsonarista contra o isolamento esta convencendo às pessoas irem para as ruas e pressionando governadores e prefeitos, que já estão cedendo e abrandando as medidas adotadas até aqui, antes mesmo da chega dos piores momentos da doença.


Segundo o presidente, "todo mundo vai morrer um dia", uma argumentação que não considera o tempo, se é antes ou depois de criar os filhos, se é antes ou depois de atingir a idade adulta, se é antes ou depois de ver um netinho nascido, se é antes ou depois da realização de um sonho.


Tanto faz para o mandatário do país, se ele pegar a doença, "não será acometido por mais que um resfriado", segundo suas próprias palavras, mas se ele estiver errado, tanto para si, quanto para todos os que o cercam, não faltará atendimento nem equipamentos médicos ilimitados e do mais alto padrão.


Para Bolsonaro, só idosos, que "por acaso" pesam na conta previdenciária, e pessoas com doenças respiratórias, cardiopatas e diabéticos vão morrer, como se esses fossem poucos e desprezíveis como se nesse meio não houvessem chefes de famílias jovens, crianças e velhinhos que ainda têm muito a oferecer.


Infelizmente ainda teremos alguns milhares de mortos para contabilizar, muitos deles que poderiam permanecer entre seus parentes e amigos, se não fosse a condução do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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