• Carlos Guglielmeli

Agora complicou. Após tantos exemplos de desobediência, povo brasileiro desaprendeu a obedecer


Foto de Rede Social / Feira do Ver-o-Peso no dia 07 de maio, primeiro dia de Lockdown em Belém do Pará

A feira do Ver-o-Peso em Belém do Pará na manhã desta quinta-feira (7) é um exemplo do que a população brasileira veio aprendendo com o presidente Jair Bolsonaro ao longo dos últimos meses.


O estado sofre com elevado número de contaminação pelo novo coronavírus, 5.709 até quarta-feira (6), além de 438 mortes causadas pela infecção.


Mas mesmo com o sofrimento indicado por esses números, vendo enterros coletivos, feitos em valas comuns, de dia, tarde e noite, o povo está nas ruas de Belém, em aglomerações, desrespeitando as medidas de isolamento estabelecidas pelo governo, minimizando a gravidade da doença, "exatamente como o exemplo dado pelo presidente Bolsonaro".


A ação dos governadores e prefeitos, na sua maioria rápida, "achatou a curva" de contaminação da doença, que teve o seu pico adiado de abril para maio e depois para junho. Um sucesso na estratégia de contenção da pandemia que nas mãos de bolsonaristas foi distorcida e virou deboche quanto a sua gravidade.


Para demover o protagonismo desses chefes de estados e municípios, que adotaram as medidas necessárias para proteger as pessoas, mas que poderiam prejudicar seus planos políticos para 2022, devido o certo desaquecimento da economia, Bolsonaro fez uma forte campanha de deseducação da população, mostrando diariamente o desrespeitos às ações adotadas por autoridades locais e até por sua própria equipe. Os governadores foram sendo vencidos e a população aprendeu com a desobediência presidencial, e agora, quando a média diária de mortes causadas pelo novo coronavírus subiu de 200 para 600 em apenas 20 dias, desde quando o ministro da saúde foi trocado, no momento em que é necessária a implementação de medidas mais drásticas, o povo não está mais educado para segui-las.


Especialistas locais e estrangeiros são unânimes em concluir que, por isso, as consequências da pandemia do novo coronavírus serão mais graves e mais longas no Brasil do que se previa quando o vírus chegou no país.


Agora o combate à doença vai começar praticamente do zero em muitos estados e municípios, no momento em que a pandemia acelera, causando cada dia mais mortes, colapsando as estruturas de saúde e funerário.



Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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