• Carlos Guglielmeli

A história será implacável com quem negligenciou a pandemia do Covid-19, a começar pelas urnas



Não coincidentemente, o Brasil é o segundo lugar no mundo em número de mortes e infectados pelo novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, outro destaque mundial no negacionismo da doença.


Mais de 1 milhão de Brasileiros foram contaminados, dos quais 50 mil já morreram em decorrência de complicações causadas pelo Covid-19.


E olha que esses números ainda são da "contabilidade" oficial do segundo país que menos testa em todo o planeta. Pesquisas indicam que a subnotificação no Brasil chega a 41,2%.


Fanáticos que antes chamavam a doença de "gripezinha" e diziam que era só beber água quente, gargarejar com enxaguante bucal e, entre outras bestialidades, tomar Cloroquina, que tudo estaria resolvido, hoje tentam normatizar a morte.


O que eles poderiam fazer não é? Eles são só seguidores do Messias que, para isso, não é Deus.


Pois bem, o que o Messias dos tresloucados poderia ter feito era liderar o país de uma maneira consensual, sem dubiedades e com atenção à ciência e as tantas experiências mundiais que precederam a chegada do vírus no Brasil.


Veja o que gerou os conflitos criados pelos assessores e familiares do presidente Bolsonaro com a China, maior produtora mundial dos equipamentos hospitalares necessários para tratamento de pacientes com a Covid-19 em estado grave, não conseguimos importar nada de lá, por isso hospitais e leitos estão emperrados.


Se ao contrário de rivalizar com os governadores de estados e prefeitos, o Planalto tivesse ajudado no isolamento social, o Brasil, assim como todos os outros países do mundo dedicados à essa estratégia, já estaria reabrindo sua economia após esses três meses, com maior segurança, menos mortos e a infecção decrescente.


A verdade inequívoca e numérica é que o Bolsonarismo atrapalhou o país no combate à doença e o povo vai sofrer mais do que deveria como consequência dessa delinquência. Mas em ano de eleições municipais a população está silenciosamente atenta aos que apoiaram tamanha irresponsabilidade.


Em Valparaíso de Goiás, por exemplo, as pessoas não vão se esquecer desses pré-candidatos que estão nas redes sociais pregando comportamentos que agravam as consequências da pandemia.


Assim como era certo que, dessa forma, o Brasil chegaria a altos níveis de mortalidade e contaminação, também é fato que os empresários hora ou outra vão perceber também que a crise se estende no país, causando prejuízos além dos que deveria causar, justamente por causa do negacionismo.


Os comunicadores estarão aqui, para dar destaque a esses irresponsáveis.

Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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