• Carlos Guglielmeli

Diferente do que a imprensa de oposição quer dizer, a redução no numero de crimes não é apenas uma o


Alguns veículos de comunicação divulgaram no início deste ano, títulos afirmando ou insinuando que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro estão apenas surfando e pretendem continuar surfando na onda da diminuição dos índices de criminalidade, já que os resultados de 2019 devem vir novamente com redução.

Não é verdade, pois a queda no número de homicídios, de grandes roubos e aumento na apreensão de drogas e contrabando, entre outros, é fruto de uma estratégia, em muitas partes simples e óbvias, que nunca foi feita por nenhum governo anterior.

Além das questões mais complexas, como a mudança nos prazos do RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), onde o preso com elevado potencial de periculosidade e liderança no crime, é transferido para as Penitenciárias Federais com restrições de visitas, de comunicação com outros detentos e até com o exterior, coisas simples e óbvias como o rodízio desses criminosos entre as unidades prisionais está desarticulando os grupos criminosos e desidratando suas finanças.

É sabido que resultados em segurança pública são de longo prazo e que parte da queda nos índices de criminalidade são consequências de políticas implantadas nos estados.

A redução no número de homicídios, por exemplo, começou de 2015 para 2016 em noive dos 27 estados brasileiros, incluindo Goiás. De 2016 para 2017 esse número aumentou para quinze e de 2017 para 2018 a tendência de diminuição do crime foi registrada em 24 unidades estaduais.

Bolsonaro não era presidente, nem Moro ministro até então, porém a nacionalização dessa evolução está diretamente ligada à mencionada desarticulação das lideranças e das finanças dos grupos criminosos organizados.

Além disso, a Presidência da República assumiu, finalmente, o discurso prioritário da segurança, uma das iniciativas fundamentais para que a questão entrasse em um ciclo positivo e o resultado na percepção das pessoas.

O risco agora é de o Governo Federal ficar só nisso e não ajudar a sistematizar o que está dando certo nos estados.

As mudanças na distribuição do orçamento, chamada de reforma do Pacto Federativo, que já tramita no Congresso Nacional, vai ajudar no financiamento das ações dos estados e municípios, porém, na melhor das hipóteses, os reflexos disso só vão aparecer em 2021.

No ano de 2020, se não quiser perder a linha, o Governo Federal vai ter que pôr a mão na massa e no bolso, mas até aqui ele é sim corresponsável destaque na melhora dos índices de criminalidade geral no Brasil.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

Siga "PELO MUNDO"
  • Facebook Social Icon
  • Google+ Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Blogger Social Icon
  • Instagram Social Icon