• Carlos Guglielmeli

Bolsonaro agora vai ter que governar e parar de brincar de Casa da Mãe Joana no Palácio do Planalto


A soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preso por corrupção no âmbito da Operação Lava Jato, coloca uma pressão no governo Jair Bolsonaro jamais sofrida antes.

Nos 580 dias em que Lula esteve preso nenhuma personalidade política conseguiu surgir ou se preocupou em surgir para capitalizar a parte da população que não apoia Bolsonaro e a outra parte que o apoiou apenas momentaneamente. Agora Lula volta para os seus e para aqueles que o verem como contraponto à possível decepção com atual governo.

Bravatas não serão mais suficientes, Bolsonaro não poderá mais dizer que os investidores estão de olho no Brasil e na hora de vender reservas de petróleo prontas para serem exploradas, não aparecer ninguém para comprar.

Não vai mais adiantar o governo dizer que fez o maior acordo comercial do planeta, no caso o firmado entre o Mercosul e a União Europeia, sem que ele surta efeito prático para a população por ter se perdido na falta de diplomacia do presidente e dos que o cercam.

O fato é que, goste quem gostar ou não, Lula vai encorpar, e muito, a discussão sobre a eficiência prática dos atos do governo Bolsonaro. Ele já deu o recado em seu discurso feito no ABC Paulista neste sábado (09), “eu estou livre, leve e solto e disposto a percorrer esse país de norte a sul para lembrar as pessoas que tem jeito de governar olhando para os que mais necessitam”, disse ele.

A outra dificuldade que deve aparecer para o Bolsonarismo com a volta de Lula ao canário político é o ressurgimento natural da militância petista, que independente das suas convicções ideológicas serem as mais certas ou não, é composta em maioria por pessoas mais politizadas e com argumentação bem superior.

Não dá mais para continuar brincando de “Casa da mãe Joana”, o governo Bolsonaro vai ter que falar menos, trabalhar mais e apresentar resultados concretos, que surtam efeitos imediatos nas vidas das pessoas, caso contrario, a queda de sua popularidade vai passar de 60 para 120Km/h


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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