• Carlos Guglielmeli

Eleição 2020 em Valparaíso já está a pleno vapor


O prefeito Pábio Mossoró (PSDB) já confirmou que pretende buscar a reeleição, Afrânio Pimentel (PP) está reaparecendo aos poucos, já o vereador Elvis Santos (SD) vem capitando lideranças que entram e saem do seu projeto de candidatura.

Quanto a inexperiente Lilian Morais (PSL), ela segue seu conto de fadas, numa preparação baseada em posts publicados nas redes sociais bem visualizadas principalmente por seus irmãos de fé mato-grossenses, sul-mato-grossenses capixabas e um pouco de valparaisenses também. Já o Democratas do governador Ronaldo Caiado segue naufragando com a figura estranha do Cassiano Franco, que leva consigo o ilustre, quase tão desconhecido quanto, Cristiano Coutinho.

Por último, mas mais importante que no mínimo os dois anteriores, o vereador Professor Silvano deve enfrentar mais um boicote do seu partido, o PT, que aparentemente já está jogando parado.

Pois bem vamos falar rapidamente de cada um desses pré-candidatos nesta postagem para que nas seguintes possamos esmiuçar um pouco de cada um em artigos separados:

Entre o despreparo de uns e as dificuldades de outros, o prefeito Pábio Mossoró é favorito e só não é favoritíssimos porquê não tem uma boa comunicação com sua base. Um pouco de conversa, de atenção teriam lhe poupado dos ruídos internos que hoje são seus maiores riscos de insucesso.

- “Se ele não atende hoje, quando precisa, imagina depois quando não precisar mais”, assim pensa 8 ou 9 de cada 10 aliados que vão às ruas pedir votos para ele.

Além disso, da mesma forma como foi em 2016, tudo vai passar novamente pelas mãos da deputada Lêda Borges (PSDB), que recentemente também foi tema desses ruídos intragrupo, sendo inclusive considerada uma virtual candidata, ai sim favoritíssima. Mas para alívio da maioria, as últimas aparições deram a entender que tudo foi resolvido, ao menos por hora.

Não há pessoa sã que desconheça ou arrisque desprezar a liderança política e a capilaridade de Lêda Borges na cidade e no estado.

O Afrânio encolheu muito, consequência da última eleição em que foi muito mal votado ao tentar ser deputado estadual. Isso parece tê-lo abalado a ponto dele sumir um pouco do cenário municipal, mas ele está voltando. É uma cara legal, não deve sofrer a oposição que sofrera no passado, pois ninguém anda mais tão disposto assim, mas no lugar dele eu ia cuidar da vida e não voltaria.

Quanto ao Elvis Santos, esse é uma das personalidades políticas mais aprazíveis da cidade e está se movimentando muito, mas (sempre tem um "mas") com todas as qualidades pessoais que tem, se for candidato mesmo vai ser muito questionado sobre os processos que inclusive o afastaram de seu mandato. Não sei se em uma campanha de 30 dias vai haver tempo ele se explicar satisfatoriamente

Sobre a menina Lilian Morais, ela tem um nome bem citado, mas nenhuma experiência em nada que lhe possa ter dado alguma bagagem favorável. Sem grupo, sem nominata e sem lideranças, nem seu violão gentilmente classificado como razoável ou seu canto inegavelmente sofrível vão salva-la. Tem toda uma vida pela frente como vereadora quase eleita ou uma carreira prematuramente destruída como candidata a prefeita.

Ela pretende surfar novamente na onda Bolsonaro, que eu não acredito que vá chegar até lá.

A respeito dos nanicos do DEM, há pouco o que falar, o desconhecidíssimo Cassiano Franco é uma personalidade pesada, que não sabe propor nada, no lugar disso só sabe tentar desconstruir os outros e até para isso não é muito competente não.

O Cristiano Coutinho tem um excelente discurso, é um teórico da política, mas está pendurado no DEM do Cassiano que não decola.

Nem vou falar em Paulo Roriz, pois isso soa como um insulto à população valparaisense.

Por último, o Professor Silvano (PT) é um político experimentado que já deveria ter sido candidato a prefeito antes, se não fosse a sacanagem da família Bites que nunca o apoiou para não perder o comando da legenda. Ao que consta, seu partido está mais uma vez deixando-o na mão, sem preparar absolutamente nada para o processo até aqui.

O jogo está aberto, mas com uma vantagem considerável para a reeleição do prefeito Pábio Mossoró que hoje depende apenas dele próprio, de seus encaminhamentos com o grupo político que lhe apoia.

Bom, rapidamente é isso o que dá para observar. Agora vamos falar mais sobre este assunto nas próximas postagens onde traremos cada pré-candidato separadamente, de maneira a conhecermos melhor seus pontos fortes e fracos.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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