• Carlos Guglielmeli

Toda semelhança é meramente coincidência? Ditador venezuelano também responde Michelle Bachelet no m


Bolsonaro não foi o único chefe de estado que respondeu a alta comissária para os direitos humanos da ONU com agressividade, o ditador venezuelano também o fez na semana anterior.

Nicolás Maduro criticou o relatório da ONU assinado pela chilena, onde é denunciada a repressão do mandatário venezuelano contra seus opositores.

“Não minta para o mundo, Michelle Bachelet. Você assinou um relatório que não leu. Um relatório escrito por especialistas ligados ao Departamento de Estado, inimigos da revolução bolivariana”, disse o ditador em pronunciamento na TV.

Não satisfeito com esse tom muito diplomático para o seu perfil, Maduro ainda emendou ao estilo Bolsonaro, “Bachelet governou o Chile e não foi capaz de levar saúde pública aos mais humildes. Deveria agarrar uma pedra e bater com ela nos dentes”, disse ele.

No Brasil, o presidente Bolsonaro postou nesta quarta-feira (5) uma foto de Michelle Bachellet entre Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, dizendo em outras palavras que a chilena tenta se intrometer em assuntos brasileiros e com isso fere a soberania nacional.

Bachelet havia dito em entrevista concedida no dia anterior que “o espaço democrático no brasil está encolhendo”, além disso a alta chanceler mencionou o aumento de mortes provocadas por policiais. Foi o estopim para mais essa verborragia de Bolsonaro.

O presidente ainda completa sua postagem afirmando que o Chile só não é uma espécie de Cuba, porque em 1973 o regime Pinochet capturou e executou líderes comunistas do país. Entre esses o pai da ex-presidente chilena, Alberto Bachelet.

Durante a costumeira entrevista concedida na saída do Palácio da Alvorada, o presidente foi mais longe e debochou da morte do Bachelet pai , "A única coisa que tenho em comum com ela é a esposa que tem o mesmo nome. Fora isso, fora isso, meus pêsames a Michelle Bachelet" disse ele.

O que se pode constatar nas reações semelhantes de Nicolás Maduro e de Jair Bolsonaro, e essa é a proposta deste texto, é que as diferenças entre o pseudo socialismo e o pseudo liberalismo nas mãos de governantes totalitaristas, não passam de fachadas, uma para aniquilar o outra.

Mais do que isso, essa comparação dos dois presidentes tão diferentes também mostra o destino igual ao da Venezuela que o Brasil pode trilhar, pois lá tudo também começou com um cheque em branco dado pela sociedade à Hugo Chaves.

A população precisa entender que votar em alguém não é lhe dar um chegue embranco e que o conforto do poder ilimitado normalmente cria monstros e não sustenta salvadores.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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