• Carlos Guglielmeli

Caiado toma posse em Goiás lançando dúvidas sobre sua própria capacidade de gerenciar o estado


Quando alguém assume a gestão de um empreendimento, cujo o CNPJ continue o mesmo de antes, que não tenha falido e dado baixa, esse alguém assume todo o ônus e o bônus, tanto o “daqui para frente” quanto o “daqui para trás”.

E é isso o que a turma do recém-empossado governador de Goiás, Ronaldo Caiado, parece não entender quando, diz que vai atrasar os salários dos servidores públicos do estado referente o mês de dezembro/2018, propositalmente, para garantir o pagamento em dia dos vencimentos de janeiro/2018.

Afinal de contas, Caiado estava ou não preparado quando se propôs ser governador?

Hora, se a arrecadação estadual dos dias 28 e 30 “de dezembro” pôs dinheiro em caixa para pagar a folha inteira, ou quase inteira, por que não pagar?

Só para manter o discurso de que seus precursores eram ruins e lá em fevereiro se dizer salvador da pátria?

Não é assim e não será assim. Se o estado tem um rombo em suas contas, como diz Caiado, ele não é de agora e seria completamente compreensível que o tivesse adquirido ao longo desses quase 4 anos de forte crise econômica “nacional”. A qual ainda não tinha causado nenhum atraso na folha de pagamento dos servidores em Goiás, como acontece nas outras unidades federativas.

Caiado venceu as eleições com folga porque a sociedade brasileira como um todo, buscava mudança, baseado em um cenário nacional ruim. As pessoas goianas não separaram a realidade estadual da nacional para se indignar. E cansadas, elas estão prontinhas para se indignar com o novo governo também, desde o primeiro dia até o último, se ele não for bom.

Resumindo, com ou sem rombo, Caiado precisa ser melhor que seus antecessores.

Antecessores esses que, igualmente, com ou sem o tal déficit nunca deixaram a economia das ruas goianas sem o dinheiro dos servidores estaduais todos os meses, nos dias certinhos.

Caiado é melhor ou menos capaz que Marconi e José Eliton? Desde abril do ano passado ele vinha dizendo que no mês seguinte os servidores não iam receber seus pagamentos, mas sempre receberam. A não ser agora, quando ele virou governador. Ele precisa responder isso imediatamente, pois a primeira impressão é a que vai ficando.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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