• Carlos Guglielmeli

Quando uma pessoa se diz cristã, a favor da família tradicional, ela não quer dizer que também seja


Antes de mais nada, vamos combinar, essa postagem é para mentes “dispostas”, quem iniciar a leitura com ideias pré concebidas não vai tirar proveito, é melhor não desperdiçar o tempo. Outra coisa, não vou me ater à passagens bíblicas e tals, vou levar mais para o lado pessoal.

Todos aqueles que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo, por isso chamados de cristãos, têm uma grande responsabilidade, uma grande missão, anunciar o evangelho. E anunciar o evangelho não é apenas ler a bíblia para os outros, recitar versículos, é dar testemunho de vida cristã, viver os ensinamentos e se posicionar conforme a doutrina evangélica.

O cristão praticante e o homossexual bem estruturado, normalmente cristão também, entendem que ser religioso é exatamente o contrário de ser homofóbico ou heterofóbico. Alguns ensinamentos da igreja ratificam isso:

  1. O livre arbítrio foi dado ao homem por Deus, portanto o cristão é obrigado a respeitar as escolhas do outro, seja ele cristão também ou não;

  2. A prerrogativa do julgamento é exclusiva de Deus, o homem que o faz insurge num pecado tão grande ou maior do que o outro que ele pretende avaliar;

  3. O grande recado do evangelho é o envio, em que Jesus Cristo nos nomeia a todos como seus discípulos, portanto propagadores da “boa nova”.

Se bem observados esses três elementos, não haveriam discórdias.

Cada pessoa é o que quiser ser por determinação do próprio Deus, diante disso quem seríamos nós “pobres amarelos” para fazer pose de rei e julgar o outro? A absolvição sumária do “Sivirino de Aracaju” no filme “O Alto da Compadecida” ilustra bem isso. Cristão nenhum sabe como será na hora agá.

Os itens 1 e 3 parecem conflitar, mas se harmonizam quando verdadeiramente praticados.

Sem rodeios, ninguém pode condenar quem escolheu ser homossexual, esse é um direito individual da pessoa, mas (ai vem a polêmica que poucos têm a disposição de digerir) o homossexual também precisa entender que, como pregador da “boa nova”, aquele que é obediente ao envio precisa marcar posição conforme a sua doutrina religiosa, pois a omissão é para ele um pecado.

É importante compreender que “marcar posição não significa rivalizar” até porque (outra polêmica) todos, heterossexuais e homossexuais podemos e devemos ser cristãos "juntos".

Para acabar com isso que chamam de “mimimi”, ao mesmo tempo que um tem que respeitar a escolha do outro, o outro tem que entender a obrigação do um em se posicionar, apenas se posicionar, como contrário, as vezes.

A não conivência, ou a discordância não tem nada a ver, nem pode ter, com um suposto desejo de não convivência. Complicado né? Mas essa é a parte mais importante do recado.

Por fim, para dar meu testemunho de vida, sou cristão, a favor da família tradicional, irmão e amigo de pessoas heterossexuais e homossexuais, sem nenhuma distinção. Espero que ninguém entenda mal essa postagem e não tente distorcer minha boa intenção.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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