• Carlos Guglielmeli

O que pode tirar a eleição de Bolsonaro?


Já dizia meu pai, “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Não há dúvidas de que uma das grande vantagens de Bolsonaro nessa eleição é o seu discurso muito próximo do linguajar comum, parecido com o das pessoas que já sofreram ou viram alguém sofrer com a violência, dos revoltados pelas distorções de valores vigentes e ou dos revoltados com a classe política.

Que ele é ficha limpa, não resta dúvida, que a grande mídia não o quer, isso é fato, que o caso do auxílio moradia não é um bicho de sete cabeças como pintaram, é verdade, que a pecha de homofóbico e racista é uma coisa plantada, isso também é fato, que ele é um cara simples, próximo da realidade da grande maioria da população, todo mundo vê isso.

Mas então, o que pode impedi-lo de ser Presidente da República?

Exatamente o que lhe coloca à frente nas intenções de voto, sua franqueza, que está se transformando em um novo radicalismo ainda pior que o do Lulismo.

Esse radicalismo e agressividade de Bolsonaro são os grandes trunfos dele, ao mesmo tempo, que são o seu maior problema para sua eleição. Seus seguidores estão potencializando e extrapolando nesse perfil.

Se você questiona o Bolsonaro passa a ser burro, lixo, porcaria, todo veículo de comunicação que divulgou a pesquisa Datafolha virou lixo, pois na enquete feita no Facebook “Zezinho”, que é eleitor do deputado e vive no meio de bosonaristas, o presidenciável recebeu 90% dos votos, 23 de 25, “certeza de vitória em primeiro turno”.

A militância do candidato não pede mais votos, eles exigem e decretam a demência mental do eleitor, caso ele pense fora ou questione a realidade bolsonarista. Literalmente só falta encostarem uma arma na cabeça das pessoas.

Bolsonaro tinha o meu voto, perdeu, estava ganhando novamente e perdeu novamente, agora em definitivo, porque com uma radicalização desse tamanho durante as eleições, fica difícil imaginar um governo para todos e não só para os “puro sangue”.

Então, a resposta para a pergunta de quem pode tirar a eleição de Bolsonaro é "Ele mesmo, o seu radicalismo, que em sua militância se transformou em agressividade extrema".


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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