• Carlos Guglielmeli / Imagem: Reprodução

A idolatria bolsonarista, muito parecida com a do lulopetismo, começa a afugentar eleitores


A mobilização virtual dos bolsonaristas é inegável e de tão grande que é, sempre foi apontada como o maior trunfo do candidato em uma virtual disputa eleitoral dele contra o Lula, na redação do Jornal Opção do Entorno já noticiamos isso.

Constatado isso o que assusta é como esse grupo de apoiadores passou a se comportar agora, quando confrontados com as dificuldades e os questionamentos normais, inerentes a um candidato propriamente dito. A agressividade e o ataque em bloco dos bolsonaristas, sem uma contra argumentação equilibrada, sugere uma idolatria igualzinha à dos lulopetistas.

Por exemplo, a Wal, moradora da Vila Histórica de Mambucaba a 50 Km de Angra dos Reis, nomeada como assessora parlamentar do Bolsonaro foi demitida porque ter sido vista em horário de expediente parlamentar vendendo Açaí, mais de uma vez, em uma lojinha que tem o seu nome. Além disso pesava sobre ela a desconfiança sobre quais os verdadeiros serviços parlamentares que ela prestava ao deputado presidenciável.

Todo esse enredo é fato incontestável, ela foi flagrada vendendo Açaí sim, em horário de expediente sim, testemunhas locais nunca a relacionaram a nenhuma atividade parlamentar não, mas à manutenção particular da casa do Bolsonaro sim.

E como notícia “fato”, eu que já fui eleitor do homem, tive que colocar no Jornal Opção do Entorno.

Para quê? Deixei de ser sério, passei a ser “petista do caralho”, chorão, perdedor frustrado, escritor de merda, dono de um jornal de merda e toda sorte de maldizeres vindo de comentários bolsonaristas, na sua maioria, deselegantes e agressivos.

Todo político idolatrado tende a se transformar em uma espécie de monstro, ou melhor, de ditador. A mim, assusta muito esse comportamento irracional que ontem mostrou eleitores de Bolsonaro dando os mesmos "pitis" e as mesmas justificativas dos lulopetistas.

Torcer, apoiar, defender, militar politicamente, tietar, tudo isso é válido, mas nada além disso, pois a diferença entre o remédio e o veneno não é nada além do que a dosagem.

Assim, cada dia que passa esse movimento pela mudança está ficando mais igual ao movimento do retrocesso. Cuidemos.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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