• Carlos Guglielmeli

O PSDB sem rumo é um dos maiores trunfos do PT pró Lula 2018


A avaliação de que o PSDB nacionalmente está desorganizado e sem rumo não é presunção de nenhum grande comentarista político.

Horas junto, horas contra, horas isolado, teve Aécio, pensou em ter Hulk e não teve, teve Dória que implodiu porquê o próprio partido permitiu e agora tem só o Alckmin insosso e desnorteado, mas é o que restou, demonstra essa falta de rumo.

Mesmo habitado por tantos intelectuais e gurus da política, o PSDB ficou nacionalmente órfão, não conseguiu se reorganizar após a queda do senador Aécio Neves. Episódio no qual o partido desperdiçou a oportunidade de mostrar que é mesmo diferente do rival PT, destituindo o senador definitivamente do comando partidário e lhe colocado de canto, quietinho, sem dar um pio. Mas não, inexplicavelmente, às custas do prejuízo de todos os outros projetos, estaduais e Legislativos, agiu exatamente como seus adversários, blindou o cacique.

Manter Aécio Neves presidente do partido apenas licenciado e ainda articulando sua própria sucessão, com desculpa da expressão, “foi um chute na virilha” que não ajudou em nada, pois mineiro hoje está tão morto quanto estaria vivíssimo o PSDB, caso tivesse transformado o problema em chance de provar que "está do lado da sociedade na busca de uma política limpa".

Depois disso começam o resto dos grandes erros. Sem energia e mergulhado em seus devaneios intelectuais e “deveras prolixos”, o PSDB esquece da sua “democracia centralizadora” interna e permite tudo acontecer a esmo. Seus parlamentares deixaram de debater com a sociedade sobre se fica ou não com o governo Temer, mesmo que de fachada, a bancada tucana rachada entre essas duas frentes e o pior, debatendo o assunto entre si publicamente, considerando apenas o fisiologismo de cargos e questões eleitorais. Nada a ver com a agenda nacional.

Outro erro dos tucanos, se permitiram praticamente perder um nome como o de João Dória que capitaliza facilmente a expectativa atual do novo que rompe com a velha política, e sem definir outro nome para puxar o partido, assistem de camarote até o Lula se fortalecer com a falta de opção. Algo inimaginável.

Estrategistas dizem que política é feita de sangue frio, OK, mas a disputa eleitoral de 2018 está cada dia mais distante dos tucanos, e polarizada entre Lula e Jair Bolsonaro. Até quando vão permitir que os brasileiros tenham só essas duas opções para debater?

O grande receio dos tucanos que não são da cúpula partidária e dos brasileiros que temem a volta do governo ideológico do PT, é que o pleito siga assim e na hora que Bolsonaro sentir o peso da estrutura dos petistas e sucumbir na sua fragilidade de candidato bom, mas sem capilaridade, não haja uma alternativa do partido capaz de capitalizar “os cacos do mito”, juntar com o que tem seu próprio e fazer frente ao ex-presidente.

Ainda está longe e Lula não é imbatível, mas que estão entregando de bandeja, a isso estão sim.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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