• Carlos Guglielmeli

Sem medo de errar, apoiar Lula é fazer apologia ao crime de corrupção e nada justifica


O envolvimento de Lula com crimes de corrupção é uma constatação, inclusive entre aqueles que pretendem apoia-lo na disputa para presidente da república em 2018, caso não tenha dado tempo de prendê-lo até lá e ele seja realmente candidato. Mas como justificar apoio àquele que é o pivô do maior caso de corrupção do planeta, como uma pessoa pode se dirigir à outra e pedir apoio ao ex-presidente suspeito de vários crimes, denunciado por outros e já condenado num dos cinco processos que responde?

Lógico que para um cidadão, teoricamente não criminoso, defender esse que é apontado como o “maior corrupto do planeta”, as justificativas precisam ser, e são, as mais esdrúxulas possíveis.

A defesa pró Lula que supera todas as expectativas é a de que “se a justiça eleitoral registrar sua candidatura significa que ele ainda é tecnicamente inocente”. Nessa o cidadão precisa “pausar” todos os conceitos éticos que porventura tenha para depois desconsiderando todas as muitas evidências, as limitações da justiça em julga-lo a tempo e a eminente capacidade delituosa do petista em cometer crimes sem deixar rastros.

Outa justificativa, tão esdrúxula quanto, mas menos corrupta por parte do cidadão, é uma relação de programas sociais supostamente criados por Lula e a prosperidade econômica que se viveu durante os mandatos do ex-presidente. Primeiro que em economia macro os efeitos de qualquer política são para longo prazo, ou seja, toda a bonança vivida na era Lula é consequência do que seus antecessores plantaram e a crise de hoje, é também, responsabilidade dos governos anteriores, justamente os do petista.

FIES, PROUNI, Ciências sem Fronteira, Minha Casa Minha Vida, Fome Zero, Farmácia Popular, Agricultura Familiar, Mais Médicos, SISU, SAMU, Bolsa Família, Luz para todos, Brasil sem Miséria, PAC, Cidade Digital, Brasil Sorridente e Jovem Aprendiz são denominações chamadas de programas sociais de Lula que justificariam apoia-lo, mesmo que ele esteja sob tantas suspeitas.

Ledo engano, a maioria desses projetos não foram criações do petista e só puderam existir e crescer devido à estabilização da economia provocada pelo Plano Real posto em prática em junho de 1994 no governo Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Economia (09 anos antes de Lula).

Não há outra justificativa para um cidadão dispensar seu apoio à Lula a não ser que ele ser uma pessoa corrupta também.

Não há como uma pessoa se indignar, sendo cúmplice, dizendo que apoia aquele que tudo indica ser o maior de todos os corruptos já existentes no Brasil.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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