• Carlos Guglielmeli

Partidos políticos procuram “genéricos” de Dória para 2018


Com a classe política desacreditada pela opinião pública, a renovação dos candidatos se tornou prioridade para os partidos e a repercussão em torno do prefeito de São Paulo o tornou modelo e objeto de desejo de partidos.

“Vamos buscar um perfil que possa expressar esse movimento de renovação na política brasileira” disse Mendonça Filho, Ministro da Educação filiado ao DEM, sobre seu partido ter um candidato a presidente da república em 2018.

Personalidades públicas com visibilidade e imagem de sucesso, como o apresentador Luciano Huck e o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernadinho, já são sondados pelo próprio PSDB de Dória e outros partidos. O DEM, por exemplo, abriu suas portas para ambos, inclusive para o prefeito tucano de São Paulo, caso sua candidatura ao planalto não vingue na sua atual legenda.

Quase todas as agremiações estão passando por um processo de “refundação”, todos querendo se livrar de suas imagens desgastadas pela crise política. O antigo PFL entrou nesse processo em 2007 quando mudou de nome para DEM e hoje outros partidos como o PTN que virou Podemos e o PTdoB que quer virar Avante, seguem o mesmo caminho.

Sem alternativas, o PT e os partidos de esquerda que o seguem caminham na contramão e tentam ressuscitar o ex-presidente Lula que, mesmo condenado, ainda goza de grande popularidade entre as pessoas com menos acesso à informação ou agregados políticos e partidários.

Bolsonaro não chega a ser um personagem da velha política desprezível porque tem posições diferenciadas das de Lula e do PT, por exemplo, não é investigado nem responde a processos de corrupção, mas também não se encaixa no perfil de renovação porque se transformou em um franco-atirador solitário no modus operandi como o norte-americano Donald Trump, guardadas as devidas proporções, por isso enfrenta grande dificuldade para ganhar capilaridade, mesmo estando em boa posição nas pesquisas.

O fato é que novidades e perfis como Dória estão sendo especulados pela própria sociedade que parece mais disposta a errar sem a certeza de estar errando ou criando um novo monstro.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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