• Carlos Guglielmeli

Quanto mais partidos, mais barganhas, e já que suas filosofias não significam nada, para que servem


A crise no PSB é um retrato falado da urgência em se fazer uma reforma política séria no Brasil e que pela necessidade de ser séria, mesmo sendo urgente, não pode ser feita por essa legislatura contaminada por um grande número de parlamentares comprometidos apenas com sua própria sobrevivência.

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) é, na teoria, uma agremiação de esquerda, supostamente contra o capital e a favor do intervencionismo público, como se diz ser o PSOL e foi um dia o PT.

Essa essência pragmática teoricamente é o que sustenta a necessidade de haverem partidos diferentes e até criar novos. Cada um defenderia seu programa filosófico de construção social pelos governos que oferecem à sociedade no período das nas eleições.

Mas a realidade, já sabida e agora escancarada com o episódio do PSB não e essa. Os partidos estão se mostrando meros espaços ou simplesmente meios para políticos participarem do processo eleitoral.

Contrário às reformas propostas pelo governo e a favor das denúncias contra Temer, o PSB orientou sua bancada a votar contra a trabalhista e a pelo prosseguimento da denúncia contra o presidente da república, porém uma parte de sua bancada se voltou contra as convicções partidárias. Na boca miúda, em troca de emendas e benesses comuns à base aliada. Isso seria prostituição e ou uma espécie de mensalão?

Se antecipando à reação do PSB, os pseudos socialistas expuseram ainda mais a falta de pragmatismo nas filiações. Comandados pela líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), os insurgentes iniciaram uma negociação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), para debandarem juntos em direção do DEM, conversa essa que foi atravessada pelo presidente Temer que ofereceu também o PMDB para os rebeldes com causas próprias.

A simples disposição de tantos deputados, 14 de 36, pularem de uma agremiação supostamente socialista para outras ditas liberais evidencia a insignificância dos diferentes estatutos e filosofias partidárias, e consequentemente a falta de necessidade em haverem tantas legendas.

Sem identificação filosófica entre filiados e partidos, bastaria existirem o partido ESSES para disputar contra o AQUELES. Isso até “baratearia” as composições de governo e certamente diminuiria a corrupção.

A reforma política, que acende e apaga na prioridade dos congressistas conforme as reações populares é urgente, mas não pode ser conduzida por esse tipo de político. Está claro pelo episódio do PSB que certamente não resultaria em nada do que deseja a sociedade.

Concluindo, qualquer reforma nesse sentido, por prudência, só deve ser iniciada no processo eleitoral de 2018 por meio do voto popular.


Carlos Guglielmeli

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Boa leitura!

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