• Carlos Guglielmeli / Foto: Reprodução

Preteridos políticos tentam fazer da internet uma ferramenta de chantagem


A alternância de poder em Valparaíso provocou um fenômeno diferente nessa última vez, brotaram como mato em tempo de chuva, grupos nas redes sociais tentando influenciar o meio político, de onde foram preteridos, querem se inserir ou reinserir-se.

Óbvio que existem exceções, principalmente no meio dos que desempenham a atividade de se comunicar desde antes mesmo desse fenômeno, porém grande parte das “novidades” nesse nicho busca outros interesses que não o bem comum, o exercício da cidadania ou da comunicação.

É fácil notar que alguns pseudos veículos de comunicação autoproclamados confiáveis, atualizados e tals, não passam de fachada, principalmente quando se observa a falta de qualidade mínima em seus conteúdos.

Pode até ser, porque as coisas mudam muito, mas álbuns de fotos mal tiradas e publicados em redes sociais, somente algumas vezes precedidos de pequenos textos mal distribuídos em parágrafos únicos, não justificados, repletos de definições abstratas ou descontextualizadas e palavras repetidas, pouco se assemelham a uma “cobertura de evento público” por exemplo.

Mas então, qual seria o propósito de alguém se dar a esse trabalho?

A primeira opção pode ser a tentativa de montar uma “claque” para algum político esvaziado, que queira ressurgir das cinzas, mantendo seu nome em evidência artificialmente ou até mesmo para vender.

Uma segunda possibilidade pode ser montar grupos de achaque ao novo governo, onde os preteridos da gestão passada façam bastante barulho para depois tentar vender seu silêncio em troca de cargos e ou contratos.

Outra hipótese, a terceira, são os militantes políticos que querem eleger seus representantes de currículos em branco e por isso precisam a todo custo denigrir quem esteja a sua frente, com serviços prestados.

Muito raramente há aqueles que realmente se interessam em falar dos assuntos públicos com o interesse na construção, na informação e consequentemente no bem comum.

O certo é que exércitos virtuais se montaram, uns para enganar, outros para chantagear e muito poucos para ajudar. Resta aos espectadores avaliar quem tem intenções positivas e profissionalismo para se manter ativos sem subterfúgios artificiais e imorais.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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