• Carlos Guglielmeli

PM goiano, acusado de agredir manifestante encapuzado é afastado. Certo ou errado?


A imprensa repercute a notícia com títulos chamando a atenção para o envolvimento do capitão Augusto Sampaio de Oliveira Neto, em 4 denúncias de associação com atos de agressão, deixando os 38 elogios contidos em sua ficha de 12 anos em segundo plano ou completamente esquecidos.

Augusto Neto, foi afastado de suas atividades nas ruas após a instauração de inquérito para investigar sua conduta durante a ação de contensão dos atos de vandalismo ocorridos durante a greve geral convocada pelas centrais sindicais na sexta-feira passada, 28/04.

Ao mesmo tempo que a mídia retrata o policial pelos seus 4 pontos negativos em detrimento dos 38 positivos, o estudante Mateus Ferreira Silva de 33 anos, não é lembrado como manifestante encapuzado, de rosto coberto em uma manifestação hostil, na hora do fato.

O ocorrido foi grave, quase tirou a vida do rapaz, mas no momento o policial era um agente da lei com ordens de proteger o patrimônio público e privado, enquanto o grupo do qual Mateus fazia parte era de manifestantes com todas as características de agitadores e depredadores. Ambos, não somente um deles, assumiram os riscos.

Faz parte dos procedimentos normais, em casos semelhantes, afastar o policial e a agressão não deve ser desconsiderada, mas as circunstâncias também não.

Em meio a um enfrentamento hostil, o policial, 38 vezes elogiado em 12 anos de serviços prestados, teve uma fração de segundo para pensar no que fazer quando um encapuzado se aproximou correndo.

A condenação sumária, ou execração do agente de segurança no exercício de suas funções afasta os policiais do cumprimento de seus deveres e contribuem muito mais para o sentimento de insegurança vivido pela sociedade do que os baixos números de contingente.

Imagens e vídeos mostram policiais pulando para desviar de rojões lançados pelos manifestantes, se esquivando de pedras e paus arremessados. Vidros de lojas e bancos foram quebrados pelo grupo de encapuzados e rostos cobertos como o de Mateus.

Será que buquês de rosas ou ramalhetes de margaridas seria a estratégia certa para manter a ordem? Quem estava no lugar errado fazendo coisa errada, portanto assumindo riscos errados?

A questão não é fazer apologia à violência, mas considerar todas as opções.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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