• Carlos Guglilelmeli

No dia dele, será que Tiradentes teria coragem de morrer pelo Brasil de hoje?


Joaquim José da Silva Xavier, o herói da Inconfidência Mineira mais conhecido como “Tiradentes”, foi preso pelo crime de “Lesa Majestade”, confessou sozinho a autoria da revolta para livrar seus companheiros e por isso foi enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792. Após sua morte, seu corpo foi mutilado para que suas partes fossem expostas pelo sudeste brasileiro.

A Inconfidência Mineira foi uma conspiração separatista contra a coroa portuguesa em minas, provocada pela execução do “Derrama”, um dispositivo fiscal que assegurava para a monarquia o direito de manter a arrecadação de impostos no teto, com o uso da força.

Naquele tempo, Tiradentes foi morto por defender uma sociedade submetida a um regime injusto. Teoricamente uma sociedade indefesa.

No Brasil de hoje, a pergunta se Tiradentes tivesse que escolher entre lutar ou não lutar o que poderia desmotivá-lo? A corrupção generalizada da classe política?

Não. Contra um governo injusto ele lutou, mas motivado por uma sociedade sem culpa.

O desânimo de um Tiradentes nos dias de hoje não viria daquilo contra pelo que já arriscou e perdeu a vida. Provavelmente a desmotivação para repetir seu heroísmo, hoje seria o nível de corrupção insana que contamina a sociedade, não a dos políticos.

Imagine um ativista como aquele, vendo uma sociedade sofrendo um dos, se não o maior, revez da sua existência e mesmo assim inclinada a dar guarita e fortalecer seu maior algoz.

É exatamente o que os brasileiros estão fazendo quando se ouvem notícias de que Lula lidera pesquisas eleitorais.

Definitivamente, quem lê a biografia de Joaquim José da Silva Xavier, o inconfidente mineiro, imagina que a atitude da sociedade brasileira de hoje, não a dos políticos, o faria virar de bruços no túmulo, caso ele tivesse sido sepultado inteiro.

O fato é que mesmo surgindo mocinhos na luta por um Brasil passado a limpo, a incapacidade ou a falta de vontade da sociedade em raciocinar com as informações e talvez até mesmo por seu perfil corrupto, faça com que o povo brasileiro, em sua maioria, entregue o país novamente a quem lhe faz pagar a maior carga tributária mundial e oferece a pior contrapartida possível.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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