• Carlos Guglilelmeli

Só falta ele negar que é Lula, dizer que é apenas o Luiz Inácio da Silva


Com seu nome jorrando da boca de delatores, nem o próprio Lula se apega mais ao “mito Lula”, estratégia evidenciada pelo próprio petista em entrevista que concedeu a uma rádio na manhã da última quinta-feira 13/04.

A certa altura da entrevista Lula disse que “nós estamos vivendo uma situação em que todo mundo está com medo. Todo mundo está acovardado. E nós estamos sendo governados por uma operação lá de Curitiba”, sem entender que no seu caso as delações evidenciam que sua vida e seu futuro estão sendo governados pela Odebrecht.

Antes o ex-presidente petista se limitava a enaltecer “suas qualidades éticas”, hoje, acuado e sem uma defesa lógica, o também ex-Lula se limita a atacar os instrumentos jurídicos como a delação premiada, que mencionam seu nome no centro do que se entende como maior esquema criminoso da idade moderna.

Luís Inácio hoje emprega toda sua energia em desmerecer as investigações, em uma outra bravata disse: “Você pega o Fernandinho Beira-Mar, que está preso, incomunicável, matou mais de 600 pessoas, chama ele para fazer uma delação premiada. Ele vai acusar até a mãe dele. (...) A delação é uma coisa espontânea, não é uma coisa sob tortura”. Para seu azar, a maior parte dos delatores não estão presos, portanto não sofrem a tortura que ele tentou evidenciar e todas foram 100% filmadas, sem deixar dúvidas da espontaneidade dos depoentes.

Executivos metódicos de departamentos sistematicamente organizados, não se limitaram às verbalizações dos depoimentos, por trás das declarações estão e-mails, rotinas de pagamentos registrados em um sistema de backoffice sofisticado e algumas movimentações financeiras, além das agendas pública dos envolvidos coincidindo exatamente com as evidências.

Tudo está público e pausadamente detalhado em vídeos que estão à disposição de todos.

Então para que vir a público para negar o que é completamente inegável?

Em uma de suas postagens, o Blogueiro Josias diz que “o ex-mito se defende como quem joga porções de barro na parede, na expectativa que cole”.

Nessa exposição do ridículo deve estar a estratégia de buscar o Foro Privilegiado que poderia, depois de muito tempo, retardar ainda mais os efeitos da justiça contra o líder petista.

Luiz Inácio, o ex-Lula, não solta essas bravatas para convencer a todos, ele sabe que de cada dezena de porções de barro que jogar na parede, somente uma ou duas colam. A intenção é claramente buscar apoio no eleitorado com menos acesso e gosto pela informação, para esses as análises dos fatos são muito simplórias, dá pra construir com barro mesmo


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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