• Carlos Guglilelmeli

Será que a justiça eleitoral não sente vergonha?


A cada acusação de irregularidade nas campanhas ouvimos a mesma resposta:

“Fulano” nega veementemente as acusações e reitera que todas as doações foram recebidas legalmente e (ai vem

A vergonha) as prestações de contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Diante de tudo o que se vê, é cabível concluir que “o processo e consequentemente a justiça eleitoral brasileira” são a maior “lavanderia de dinheiro sujo do país”.

As regras para arrecadação de recursos eleitorais mudaram, doações de empresas foram proibidas, mas quem acreditou que regras seriam cumpridas?

É o mesmo que falar em política de desarmamento, os cidadãos de bem não podem ter armas porque é proibido. Mas bandido está preocupado com o que é ou não proibido? Sua condição de fora da lei já é inerente ao fato de fazer o que não pode fazer.

Em Valparaíso, cidade goiana do entorno de Brasília, pelas novas regras um vereador só poderia gastar algo em torno de R$ 84 Mil na campanha passada, porém houveram candidatos que esfregaram na cara de todo mundo mais de 100 cabos eleitorais por atividade, vans de transporte, caixas e caixas de marmita entregues todos os dias, material gráfico digno de campanha para Senador.

E ai? As contas foram aprovadas pela justiça eleitoral.

Lendo isso, vem um jurista, que obviamente não vai assumir nenhuma responsabilidade, pois ele não deve ter nada com isso, dizendo que precisa de denúncia e ou que os principais fiscais eleitorais são os outros candidatos.

Ok, mas denunciar para que? Para correr riscos de retaliação de um poderoso? Para perder seu único meio de campanha que é o tempo?

O que se vê é que a justiça normalmente tarda muito, por isso falha quase sempre, portanto procura-la virou sinônimo de desperdício de energia e ou perca de tempo.

Diante desse enredo, as regras podem mudar mil vezes, mas o resultado da aplicabilidade delas vai ser sempre o mesmo enquanto a justiça for tão apática, serena e alheia.

Obvio que a justiça não sente vergonha, pois não é uma pessoa, mas e os servidores que a compõem com o dever de coibir as infrações?


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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