• Carlos Guglielmeli

Chuva forte expõe a precariedade na infraestrutura de Valparaíso


Bastaram 40 minutos de chuva intensa num final de dia para que a precariedade da infraestrutura municipal viesse literalmente a tona.

Sem investimentos mínimos nos últimos anos e com um novo governo muito no seu início, Valparaíso experimentou consequências do crescimento acima da média e viveu momentos de “grandes cheias” sem estar banhada por um rio.

Praticamente sem área virgem de pavimentação, a cidade está quase toda impermeabilizada, a água que bate no solo valparaisense “corre” para um lado ou para outro sem que seja absorvida para reposição do lençol freático, quando muito é parcialmente captada por um sistema de águas pluviais defasado.

Com redes de escoamento subdimensionadas, qualquer gota que caia do céu vai correr por cima do solo rasgando as ruas e provocando estragos como os vistos na quarta-feira passada.

O muro da UPA caiu, casas no bairro Céu Azul foram invadidas pela água e pela lama, crateras foram abertas nas ruas do Setor de Chácaras Anhanguera, carros foram danificados e pessoas ficaram ilhadas vendo a enxurrada passar. As imagens e as consequências daqueles minutos de chuva são dignas de uma cidade ribeirinha e tempo de grandes cheias.

No socorro, a secretaria de Infraestrutura e de Desenvolvimento Social foram logo acionadas e se mobilizaram para minimizar os danos, porém, se chover novamente com a mesma intensidade tudo vai se repetir e esse é um problema caro para resolver.

Investimentos pesados terão que ser feitos para reverter esse quadro de risco acumulado pela falta de investimentos públicos para acompanhar minimamente o crescimento da cidade.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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