• Carlos Guglielmeli

Esse é o fim do mundo político no Brasil?


O que potencializa mais essa sensação apocalíptica é o tamanho e a organização do esquema de corrupção revelado, tudo sob o comando do grupo político que durante décadas se apresentou como “paladinos da moralidade”.

Só a operação Lava-Jato já condenou uma porção de políticos, indiciou outras dezenas e revelou um esquema de corrupção generalizado, praticado por centenas de agentes públicos e quase todas as grandes empreiteiras nacionais.

Sem saída, os executivos da Odebrecht, maior empreiteira brasileira, incluindo o seu ex-presidente Marcelo Odebrecht, confessaram seus crimes e delataram mais de uma centena de políticos envolvidos, em troca de redução de pena.

Como maior empresa do setor, lógico que ficou para a Odebrecht a mesma proporção do mercado e da corrupção, portanto o maior acervo de crimes. Já se foram mais de 800 depoimentos de 77 executivos que entregaram políticos de todos os partidos.

Quase todos os principais nomes nacionais de todos os partidos devem ser indiciados, então como ser otimista ou como ter alguma esperança para responder a pergunta do título de maneira positiva?

Renovação e atenção, são algumas das palavras chaves para um cidadão sonhar com uma solução política para o país.

A renovação é uma estratégia para não manter os políticos criminosos com aquela velha justificativa para votos úteis ou acéfalos, “roubou mas fez”. Por sorte muitos “bandidos” não poderão ser candidatos nas próximas eleições, portanto será necessário considerar novos nomes.

Atenção às informações é algo indispensável para que a sociedade se posicione de maneira a provocar as mudanças e soluções necessárias. O desânimo com o cenário catastrófico é natural, mas não pode afastar as pessoas que, de longe, só iriam ver o agravamento dos problemas.

Por pior que pareça não é o fim do mundo, pode ser o momento da "virada de mesa", para isso é importante que a sociedade não se deixe corromper e tome decisões certas.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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