• Carlos Guglielmeli

Enquanto o Brasil não resolver a crise política, não vai sair da crise econômica


O momento nacional pode ser perfeitamente descrito com um ditado popular simples, “nada é tão ruim que não possa piorar”. É o que o Brasil está vivendo na pele.

As soluções para a crise financeira nacional exigem medidas fortes e em grande parte impopulares, portando precisam de um ambiente político favorável para que os assuntos tramitem com celeridade e correção.

A PEC 241 que limita a evolução dos gastos públicos, além de impedir nova gastança desenfreada e irresponsável como a que marcou os governos do PT e aliados, visa impor uma seriedade administrativa que garanta a capacidade estatal de honrar seus compromissos, investir na estrutura nacional e outros, promovendo um cenário mais próximo do ideal, incentivando os investimentos e o consequente crescimento da economia.

A votação desta PEC estava garantida para esta semana e esbarrou na nova crise política de momento, causada pela possibilidade do STF retirar Renan Calheiros da presidência do senado. Fora o fato de que seu sucessor, o petista Jorge Viana, é contra o projeto de emenda. O alvoroço causado pelo fato distorce toda a pauta.

Polêmica, a reforma da previdência requer muita força política, justamente por ser indigesta, pois meche no bolço de muita gente. Mesmo sem essa força, justiça seja feita ao atual governo que não se furtou a apresenta-la como não fizeram os presidentes anteriores, mesmo quando gozavam de ampla aprovação popular e maioria legislativa.

Essa medida estará intimamente ligada à saúde política do governo, mas o que está ruim ainda pode e deve piorar.

Não se sabe quantos políticos vão sobreviver ao tsunami da delação premiada dos executivos da Odebrecht , os náufragos vão abandonar a agenda Brasil para se dedicar às suas defesas e os que sobrarem não sabemos se assumem o compromisso com o necessário em detrimento do conveniente.

O certo é que a cada novo fato político o governo fica mais enfraquecido para influenciar nas urgências legislativas e obter os votos necessários para as aprovações prioritárias.

O fundo do poço parece não existir nessa bagunça feita em apenas 14 anos.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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