• Carlos Guglielmeli

Protestos mandam alerta aos que chamam de “Três Patetas”


A trégua da sociedade verde e amarela com o governo Temer está por um fio. Uma sucessão de atos contrários aos interesses do povo e na mesma linha do governo deposto que, aparentemente, subestimaram a inteligência do povo acenderam a luz amarela em Brasília.

No dia 27 de novembro passado o Presidente do Brasil Michel Temer, o Presidente do Senado Federal Renan Calheiros e o Presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia deram uma entrevista juntos em uma mesa apertada, tentando passar a ideia de que estavam unidos em torno das medidas anticorrupção que seriam votadas e que nela não aceitariam a inclusão de anistias a crimes já cometidos por quem quer que fosse.

Ledo engano ou grande enganação mesmo?

No dia 29 de novembro, dois dias depois, enquanto o Brasil inteiro lamentava a queda do voo da Chapecoense, o Presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia manobrava adiando o início da votação do Projeto Anticorrupção para as 21 horas e, enquanto o povo dormia, o plenário da Câmara transformava o pacote em uma arma contra o judiciário em defesa dos corruptos.

A primeira coisa que os deputados fizeram, com a regência de Maia, foi incluir na medida meios de retalharem os magistrados que os investigam, denunciam e julgam. Depois seguiram o roteiro de destruição das medidas rejeitando pontos como a tipificação do crime de enriquecimento ilícito de funcionários públicos, a ideia de dificultar a prescrição dos crimes e a de facilitar a retomada de bens adquiridos com a atividade criminosa.

No dia seguinte o Presidente do Senado Renan Calheiros tenta manobrar, dando urgência ao projeto para coloca-lo em votação e aprova-lo assim como veio da câmara, desfigurado. Não deu certo, pois com votação “nominal” ele acabou traído até pelos que estavam acertados dentro do esquema.

Essa sucessão de acontecimentos ou tentativas nem podem ser enquadradas como um erro, pois se mostram muito coordenadas na cronologia, no “time” e na consequência final. O inesperado para os políticos foi que, mesmo tendo tantas distrações no ar, a sociedade estava ligada, se organizou rapidamente e foi às ruas em tempo recorde por todo o país enviando um recado alto e claro ao presidente Temer.

Não é bom voltar às origens dos métodos eleitos em 2014.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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