• Carlos Guglielmeli

Presos custam ao estado 13 vezes mais que um estudante do ensino médio


“Um preso no Brasil custa R$ 2,4mil por mês enquanto um estudante do ensino médio custa apenas R$ 183,33”.

Segundo a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmem Lúcia “Alguma coisa está errada na nossa pátria amada”.

Essa revelação óbvia foi feita pela ministra na quarta-feira, dia 10 passado, durante o 4º Encontro do Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual e da 64ª Reunião do Colégio Nacional dos secretários de Segurança Pública (Consesp) em Goiânia GO.

Em 1982 Darcy Ribeiro profetizou em uma conferência dizendo que “Se os governantes não construíssem mais escolas, em 20 anos não teriam dinheiro para construir tantos presídios quanto necessários”.

A ministra Carmem Lúcia segue dizendo o óbvio para quem compara essa disparidade no investimento público que “A violência no país exige mudanças estruturantes e o esforço conjunto de governos e da União”.

Por esses números parece que no Brasil o crime compensa mais que o estudo e é essa distorção, aprofundada na última década e quase meia, que junto dos “direitos humanos” as avessas e as “Leis de proteção à delinquência” que fazem do trabalho policial algo tão parecido como ato de enxugar gelo.

Não parecem haver soluções normais, de curto prazo, para esse grave problema social já que as “reformas estruturantes”, mencionadas pela ministra do STF, precisam nascer do desinteressado e lento Congresso Nacional.

O que pode aliviar essa triste realidade são ações, já mencionadas várias vezes nesse SITE, protagonizadas por estados e municípios administrados por gestores bem-intencionados.

Até que as leis mudem, Governadores e Prefeitos terão que construir mais escolas para não terem que construir mais presídios no futuro. Essa é uma analogia às diversas ações sociais e urbanas que devem ser prioridades no combate à criminalidade que não são apenas o uso de força policial.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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