• Carlos Guglielmeli

Saudades do tempo em que as eleições eram disputas limpas... Hããã?


Essa postagem é a confirmação daquele ditado que diz que nada é tão ruim que não possa piorar.

Como um ativista político, um indivíduo que não deixa de acreditar na humanidade das pessoas e no futuro melhor, sempre consegui ver o lado bom da política e pessoas boas que nela militam, porém o tempo passou e as disputas se amesquinharam.

Por pior que fossem, antigamente as pessoas que se propunham a disputar eleições tinham sabedoria suficiente para entender e responder críticas, sabiam manter o debate no campo político e ideológico, haviam as sujeiras também, mas em escala muito menor que hoje.

Aquela alegria da busca de votos nas ruas, a entoação de “jingles”, foram em grande parte substituídos por estratagemas silenciosos, ataques mesquinhos e negociatas obscuras. Talvez por conta da diminuição do tempo de campanha, mas nada justifica o amesquinhamento.

Penso que as disputas de hoje estão magoando as pessoas e acirrando discussões inúteis para a sociedade ao contrário de derrotando adversários.

Criticar e ser criticado não é o grande erro, pois as eleições se tratam de uma disputa de propostas e modelos que tentam se sobrepor umas às outras, o que por si só já é uma crítica.

Tanto o eleitor quanto o próprio político precisam entender que a crítica é um campo fértil para se apresentar, dar início a um debate público e que só fogem desse debate aqueles que sabem ser incapazes de vencê-lo.

A sociedade política nacional está passando por uma limpeza promovida pela polícia, porém as práticas eleitorais precisa ser limpas pela sociedade no momento de sua escolha, que deve rejeitar a venda de votos e dar valor aos candidatos capazes de entrar em qualquer discussão e defender seus pontos de vista com decência.

Quem sonha com um futuro melhor, com políticos limpos e competentes precisa ficar atento a esses mínimos detalhes, desconsiderando a vitimização e ataques pessoais que normalmente são coisas de canalhas incapazes que certamente farão muito mal para a cidade.

Fique atento!


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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