• Carlos Guglielmeli

Cidadão de bem não pode deixar as ruas livres para bandidos se criarem


Com medo da violência os cidadãos de bem se recolheram para dentro de suas casas deixando as ruas vazias, livres para o trânsito da bandidagem.

Todo o cuidado é pouco nesse tempo, não dar bobeira sozinho na rua, não ficar dando bobeira no carro em frente ao portão, olhar para todos os lados antes de abrir o portão e tudo mais, porém isso não pode se tornar uma paranoia.

A política do medo só interessa a bandido, pois desarticula a ocupação das ruas por parte das pessoas de bem e aos políticos que tiram proveito da carência de presença do poder público que o povo sente.

A sociedade não pode cair nessa paranoia cujo alguns políticos querem nos submeter fazendo papel de porta-vozes da polícia que na prática não passam de narrativas mórbidas de ocorrências e assuntos policiais.

Ações como rua de Lazer, prática esportiva na rua, festas comunitárias e reuniões sociais são muito mais eficientes do que ficar escondido dentro de casa com o celular na mão, de olho em fofocas disfarçadas de comunicação oficial.

Se temos de que ter medo, sim temos. Se devemos tomar cuidado, sim devemos, porém, se for para se trancar dentro de casa, tremendo de medo, é melhor se mudar de onde mora.

Não sugiro que as pessoas se arrisquem sozinhas nas ruas, mas ao invés de colocarem um plaquinha no portão falando em vizinhança, que pratiquem a verdadeira solidariedade entre vizinhos, que se cumprimentem, interajam ao menos minimamente, que coloquem seus filhos para se conhecer, brincarem e aprenderem a viver em sociedade.

É preciso rejeitar essa estratégia do medo e reaprender a conviver, a tomar para si os espaços que são seus por direito.

Se tem mato, vamos capinar, se está sem lâmpada, vamos infelizmente ter que comprar e colocar. Não dá para esperar o poder público que claramente não vem, ou até venha agora em vésperas eleitorais tentar nos ludibriar.

O medo faz parte da prevenção, porém o pavor e a paranoia fazem parte da estratégia do mal.

É hora de atitudes simples, coletivas e tradicionais, que podem ajudar no combate à violência. Se isso vai solucionar, não creio que 100%, mas pode nos dar um folego até que novos dirigentes públicos cheguem com soluções mais contundentes.

A sociedade de bem tem que tomar posse de seu espaço.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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