• Carlos Guglielmeli

“Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra” (Barack Ob


Hoje inauguro uma nova abordagem da política e passo dar um pouco de atenção aos relacionamentos corporativos.Nesse mundo de líderes e liderados existem muitos interesses e eles mexem com os comportamentos. As principais alterações comportamentais são o Autoritarismo por parte dos líderes e a bajulação por parte de ambos.

O autoritarismo nem sempre é autoritarista, pois mesmo quando um líder usa de maneira necessária sua autoridade de forma decisiva, na maioria das vezes é confundido com arbitrariedade, por outro lado uma bajulação é sempre uma bajulação.

A bajulação não é um simples desvio de conduta, na maioria das vezes ela é um agente destruidor de um projeto. O mundo corporativo hoje é um mundo de Feedbacks instantâneos e trabalháveis. Uma corporação administrada com Feedbacks errados, normalmente sempre positivos, é uma corporação fadada ao fracasso.

Receber comentários elogiosos é motivador, porém só isso não contribui para a evolução, “se está tudo 10% bem”, não há mais para onde evoluir e é justamente onde normalmente o destino nos trai.

Particularmente, não gosto de quem só me oferece palavras maravilhosas e tapinhas nas costas, as pessoas precisam receber a motivação elogiosa, mas também precisam receber informações, “criticas”, para buscar a evolução, o próximo passo.

Em nossa formação medíocre cultural, a maioria esmagadora das pessoas acham que ser ou estar bem sucedido é algo que necessita de 100% de avaliações positivas. Acredito que chegar a esse nível de 100% de aprovação é um STOP na vida produtiva, dessa forma não haverão mais objetivos.

Na ânsia de colar no poder da liderança os bajuladores armam a armadilha da massagem de ego, o problema é que esses mesmos bajuladores não pensam que eles mesmos são a ferrugem que pode corroer a estrutura.

A cegueira pelo poder, pelo sucesso e até mesmo a incapacidade pode fazer a liderança aceitar esse “100% de sucesso” que lhe foi entregue pelo bajulador. Se isso acontece, os trabalhos em busca de melhoria cessa, ficam todos satisfeitos com e dão continuidade em tudo como está. No mínimo, mas no mínimo mesmo, condena à estagnação dos resultados e inviabiliza por completo o crescimento.

Os maiores, melhores e mais consistentes líderes sempre foram aqueles que mantém um canal de diálogo sincero e permanente com todo o seu meio, aquele que valoriza ou ao menos avalia o contraditório quando está a sós.

Resumindo tudo, uma liderança que busca novos objetivos, ainda almeja crescimento afasta os bajuladores e ouve, mesmo que disfarçadamente os “colaboradores críticos”.


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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