• Carlos Guglielmeli

É difícil lutar para proteger as pessoas delas próprias


Fotos: Reprodução de Redes Sociais

Apesar das imagens publicadas nesta postagem parecer uma combinação bem humorada, o assunto e serio.


Nem tanto nas residências onde a estratégia de defesa contra a Covid-19 é um jogo de sorte, ou melhor, de azar, como uma bestial Roleta Russa, mas na maioria das casas em que o assunto coronavírus foi tratado com a devida seriedade, a situação de quem se mantém firme no propósito não está fácil.


Com o cansaço de 4 meses de pandemia instalada, um presidente da república deliberando sobre a principal crise sanitária de toda a história nacional baseado num manual do Recruta Zero e uma enxurradas de Fake News e desinformações publicadas por seus seguidores nas redes sociais, chefes de famílias começam a ter dificuldades para conter seus próprios entes frente à doença.


Os filhos já não aguentam mais as restrições de não sair de casa, de ter que lavar as mão toda hora, tirar o chinelo para entrar na casa após ir ao quintal, ou até de lavar os pés após ir descalço na garagem.


As mulheres não vêem a hora de ir à casa das irmãs, primas ou amigas, de fazer um passeio no shopping e até de dar uma passadinha no salão de beleza.


Já entre os homens, putz, a cervejinha com os amigos, o baralhinho, a sinuca, o futebol, a proza. A falta dessas coisa já causam crises de abstinência.


Ruim para eles? Provavelmente sim, mas pior para quem se mantem firme no propósito de proteger todos, que agora começam a adotar o discurso dos lunatizados, incorporando amenidades para os riscos da pandemia:


* A, se tiver que pegar, vou pegar;

* Basta usar máscara e álcool gel;

* Está na mão de Deus. (Não que Deus não possa livrar, mas creio que ele nos pede que façamos a nossa parte);

* Não tem jeito, todo mundo vai pegar até 2023, eu vi em um estudo;

* Não há o que temer, basta tomar Cloroquina combinada com Azitromicina, e se quiser reforçar pode tomar a invermectina.


Essas pessoas ainda concentradas no propósito, que de protetoras passaram a ser vistas como exageradas e paranoicas, entre outros adjetivos depreciativos, têm que lhe dar com atritos e as chatas e intermináveis contra-argumentações.


Isso desgasta, cansa muito mais que somente fazer o certo, o que deixa os ânimos nos lares cada dia mais exaltados, difíceis de conter.


O Brasil beira 90 mil mortes e se mantém numa média acima dos mil óbitos diários causados pela Covid-19 e nada de uma atitude ou um exemplo sério, por isso a probabilidade das coisas ainda piorarem nas famílias é grande.


Já já quem ainda reluta para cuidar de todo mundo desiste e seja o que Deus quiser.


(Clique nas imagens para ampliá-las)


Carlos Guglielmeli

O nosso objetivo é comentar as notícias com uma pitada de avaliação pessoal. Aqui a primeira pessoa, tanto singular como do plural, não são proibidas nos textos.

Boa leitura!

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